COVID-19 VERSUS PRECONCEITO


Algumas palavras para informar o quanto o preconceito é devastador e suas sequelas são amargas, sentidas em uma sobrecarga de sofrimento psicológico que é impossível medir e quantificar as suas marcas.


É natural que estejamos com medo, com muitas incertezas, ansiosos e inseguros dentre outros sentimentos, diante do novo e desconhecido Covid-19. É compreensível, também que muitos estão desestabilizados emocionalmente, o que é esperado que aconteça em situações de pandemia. Mas, existe forma humanizada de agir com as pessoas e/ou famílias que tiveram um ente querido vítima ou com suspeita de Covid-19 (sendo esses entes queridos, muitas das vezes, vítimas fatais do Covid-19) ou com pessoas e/ou famílias que não tiveram alternativas, a não ser voltar para sua terra natal.


Já param para pensar quais os motivos levaram essas famílias retornar à sua Terra Natal? Já param para pensar em como é ter um ente querido com Covid-19? Já param para pensar se esse ente querido vier falecer? Já param para pensar em como é perder um ente querido para o Covid-19 e não ter direito de velar o mesmo, ou seja, é lhe tirado o direito de realizar um velório digno? Já param para pensar que suspeita de Covid-19, não significa que está com o diagnóstico fechado de Covid-19?


Quando nos permitimos a questionar sobre todas essas possibilidades, estamos colocando em prática a empatia. De forma bem sucinta, a empatia significa nada mais do que nos colocarmos no lugar do outro. Quando agimos assim, tendemos a apresentar atitudes, comportamentos mais humanizados com o outro. Ou seja, quando exerço de atitudes empáticas, tendemos acolher de forma humanizada essas pessoas, essa é uma forma de não sermos preconceituosos.


Nesse sentido, o que tem em comum todas essas situações (suspeita de Covid-19 ou com o diagnóstico fechado de Covid-19 ou pessoas/famílias que retornaram a Terra Natal) é a necessidade de realizar a quarentena como determinada pelo Ministério da Saúde, bem como, pela Organização Mundial de Saúde. Desse modo, é importante lembrar que ficar em quarentena não é fácil, porém é essencial para preservar a saúde individual e a saúde coletiva, ou seja, a saúde pública. Assim, é fundamental amenizar as dificuldades subjacentes em realizar a quarentena imposta diante do Covid-19, tendo em vista, que até o momento ser essa a melhor alternativa preventiva.


Sendo assim, é imprescindível que as famílias que estão em quarentena sintam-se acolhidas como um todo. Isso implica a equipe de saúde local está atenta em suprir de forma assertiva as necessidades pontuais de cada membro do núcleo familiar em quarentena. Por exemplo: verificar se o espaço físico é adequado. Na impossibilidade do espaço físico não ser adequado, cabe ao poder público providenciar alternativas possíveis; Também fornecer orientações do que significa a quarentena viabilizando estabelecer diálogo claro, respeitando a idade e as condições de entendimento da pessoa, a fim de favorecer a adesão e a compreensão do paciente sobre a importância do cuidado e dos procedimentos; Orientações sobre atenção psicossocial e cuidados preventivos em saúde mental, como identificar as preocupações das pessoas com a própria saúde e com a saúde de seus familiares e ofertar todos os esclarecimentos e informações necessárias a fim de minimizar as angústias e inseguranças, dentre outras.


Nessa mesma direção, é importante tanto por parte da equipe de saúde local como por parte dos cidadãos da comunidade, ao qual a família está inserida, ter como base a compaixão, a empatia, a solidariedade, a generosidade no acolhimento de todas as famílias em quarentena.


Atitudes como: Chame a família na frente da sua casa e dê um bom dia, uma boa tarde, uma boa noite; Pergunte se estão precisando de algo do mercado; Converse sobre qualquer coisa; Respeite a privacidade da família; Demonstre que você quer ajudá-los da melhor forma possível; Surpreendam com atitudes de solidariedade.


Psicóloga: Maria Joselice Reis de Macedo | CRP: 06/139832

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