Curaçá-BA recebe ararinhas-azuis vindas da Alemanha; Há 20 anos que a ave não é vista na natureza


Acompanhado com expectativa por entidades ambientalistas, representações de países e imprensa mundial, na manhã de hoje (03) aconteceu, em Berlim/Alemanha, o embarque das 50 Ararinhas Azuis que tem como destino o Vale do São Francisco, mais precisamente o município de Curaçá, na Bahia.


As Ararinhas Azuis embarcaram em voo fretado, com despesas pagas por entidades europeias. A emoção no embarque foi muito grande, já que a salvação dessa espécie representa muito para outras iniciativas visando preservar outros animais em fase de extinção.


Em Curaçá há uma grande expectativa pela chegada das aves. Para o Prefeito Pedro Oliveira, esse é um momento de afirmação como município conectado com a sustentabilidade ambiental: "Curaçá passa a ser enxergada pelo mundo como uma cidade sustentável, nos proporcionando muitas possibilidades de apoios e investimentos".


A jornada que trouxe as ararinhas-azuis de volta ao coração da Caatinga teve início com uma intensa movimentação no aeroporto de Petrolina. O presidente do Ibama, o Secretário Estadual de Meio Ambiente, João Carlos Oliveira da Silva, o prefeito de Curaçá, Pedro Oliveira e a representante do ICMBio, participam das boas vindas a ararinha azul.


São cinquenta aves vindas da Alemanha que desembarcaram exatamente no Dia Internacional da Vida Selvagem, cujo objetivo é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies animais selvagens no mundo. As ararinhas-azuis são consideradas extintas na natureza desde o ano 2000, devido às ações de caçadores e traficantes de animais.


Descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), espécie exclusiva da Caatinga brasileira, teve sua população dizimada pela ação do homem. O último exemplar conhecido na natureza desapareceu em outubro de 2000.


Desde então, os poucos exemplares que restaram em coleções particulares vêm sendo usados para reproduzir a espécie em cativeiro, quase todos no exterior. A ararinha é considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. Em 2000, foi classificada como Criticamente em Perigo (CR) possivelmente Extinta na Natureza (EW), restando apenas indivíduos em cativeiro.


Rara, a espécie vivia originalmente numa pequena região do interior de Curaçá, no norte da Bahia, onde o Governo Federal criou, em junho de 2018, duas unidades de conservação: o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul (com 29,2 mil hectares) e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-azul (com 90,6 mil hectares), destinadas à reintrodução e proteção da espécie, e conservação do bioma da caatinga.


A construção do Centro e o projeto de reintrodução são custeados pela ONG ACTP. A primeira soltura está prevista para 2021. Ao longo deste período os animais passarão por processo de adaptação e treinamento para viverem em vida livre. Além disto, serão realizados testes de soltura com um papagaio conhecido como Maracanã.


Portal Formosa - Fonte: RedeGN/Blog Geraldo José

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